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UBA terá tradução simultânea para alunos com deficiência visual e auditiva

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O Conselho Superior da Universidade de Buenos Aires criou um Programa de Acessibilidade Académica, com o objetivo de permitir a acessibilidade de comunicação plena, física e pedagógica para os alunos com deficiência auditiva, visual ou motora.

A proposta pressupõe a implementação de intérpretes em línguas gestuais, o que permitirá a transmissão em tempo real do que é explicado nas aulas, a execução das descrições áudio e legendas no material didático. Além disso, planeia também instalar amplificadores dentro das aulas que permitam uma transmissão do som sem os efeitos adversos da distância ou o ruído de fundo para pessoas que usam aparelhos auditivos ou implantes cocleares.

Susana Underwood, coordenadora do programa, diz que este programa “se apoia na utilização de ferramentas tecnológicas que tornam mais acessível o caminho aos nossos alunos às vezes uma simples mudança de hábito por parte do professor é suficiente para assegurar a correta compreensão do espanhol”. Além disso, “como professora, penso na sensação de fracasso que podemos evitar aos nossos alunos, quando na hora de aceder à leitura e compreensão se deparam com algum tipo de barreira” concluiu a coordenadora, que defendeu a ideia de “incluí-los a todos numa educação universitária de qualidade”.

“A proposta pressupõe a implementação de intérpretes em línguas gestuais, a execução das descrições áudio e legendas no material didático”

2.498 alunos de licenciatura declararam ter alguma deficiência, de acordo com o censos da UBA. Desse grupo, 210 manifestaram ter uma deficiência visual e 356 deficiência auditiva. Embora, de acordo com as declarações de Gustavo Galli, chefe da Secretaria de extensão da UBA e Bem-estar Estudantil, de cuja área depende o programa, “a pergunta sobre a deficiência não era obrigatória, portanto não reflete necessariamente o número de pessoas com deficiência a estudar na UBA. De qualquer forma, esta medida permitiu-nos ter a aproximação”.

Este Programa de Acessibilidade Académica está em consonância com a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, sancionada pela ONU em 2006, “o programa visa a eliminação das barreiras que impedem o exercício dos direitos”, concluiu Galli.

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